Escritas

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parente22

Acordei sobre rodas, 
Deitaste a cabeça cá fora ao frio. 
E eu imitei-te, 
Que se via o rio.
Não tinha relógio nem pressa,
E tu tão pouco,
Eu não sabia onde iamos acabar
E como seria louco.
Arrancamos, 
E vim cantando o Júlio.
Enquanto a comida caia na estrada
O teu riso ajudou a aumentar o meu pecúlio, 
Mais aquele olhar de apaixonada.
Acabamos por ir para a albufeira 
Depois de não entrarmos em Vila Flor,
Enchemos o colchão e entramos, 
Lidando com aquele calor, 
Que vinha de todo o lado. 
Perguntei te quantos homens tiveste,
No desejo de saber tudo,
E entender por que me quiseste, 
Que não estava a acreditar. 
E daí vem aquela chuvada, 
Que parecia Deus, a dar a bênção, 
Louvada. 
Que momento!
O sol abriu de novo mas a ir-se, 
Enquanto beijávamos-nos profundamente
Como se estivesse a chegar o apocalipse. 
Acho que foi aí que perdi. 
Que me entreguei totalmente, 
E me conheci.
E vá, 
Comeu-se depois, 
E bebeu-se aquele Vallado meio quente,
Mas tão bom,
Porque só interessava a gente. 
Mostrei te a Nai Palm a solo, 
Na música nova que não tinhas ouvido, 
Fingindo não ter pesquisado 2 dias antes
Para te mostrar armado em querido.
E caminhamos ao luar, 
Em silêncio...
Nem recordo até se chegamos a efetivar, 
O amor que se viveu,
E que eu sei que foi correspondido. 
O orgasmo foi mental, 
E isso ficou subentendido.
Perdura a alegria, 
E a memória.
Perdurará a felicidade
Inglória. 
Comigo e só comigo fico. 
Recordo o dia mais feliz da minha vida,
Contigo.
E jamais se olvida.