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Acordei sobre rodas,
Deitaste a cabeça cá fora ao frio.
E eu imitei-te,
Que se via o rio.
Não tinha relógio nem pressa,
E tu tão pouco,
Eu não sabia onde iamos acabar
E como seria louco.
Arrancamos,
E vim cantando o Júlio.
Enquanto a comida caia na estrada
O teu riso ajudou a aumentar o meu pecúlio,
Mais aquele olhar de apaixonada.
Acabamos por ir para a albufeira
Depois de não entrarmos em Vila Flor,
Enchemos o colchão e entramos,
Lidando com aquele calor,
Que vinha de todo o lado.
Perguntei te quantos homens tiveste,
No desejo de saber tudo,
E entender por que me quiseste,
Que não estava a acreditar.
E daí vem aquela chuvada,
Que parecia Deus, a dar a bênção,
Louvada.
Que momento!
O sol abriu de novo mas a ir-se,
Enquanto beijávamos-nos profundamente
Como se estivesse a chegar o apocalipse.
Acho que foi aí que perdi.
Que me entreguei totalmente,
E me conheci.
E vá,
Comeu-se depois,
E bebeu-se aquele Vallado meio quente,
Mas tão bom,
Porque só interessava a gente.
Mostrei te a Nai Palm a solo,
Na música nova que não tinhas ouvido,
Fingindo não ter pesquisado 2 dias antes
Para te mostrar armado em querido.
E caminhamos ao luar,
Em silêncio...
Nem recordo até se chegamos a efetivar,
O amor que se viveu,
E que eu sei que foi correspondido.
O orgasmo foi mental,
E isso ficou subentendido.
Perdura a alegria,
E a memória.
Perdurará a felicidade
Inglória.
Comigo e só comigo fico.
Recordo o dia mais feliz da minha vida,
Contigo.
E jamais se olvida.
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