Escritas

00:44:08:04:24

parente22

Memórias. 
São tão bonitas, 
Como dolorosas.
Histórias,
Que não estão escritas, 
Se imaginam, calorosas. 
Como fogo, 
Numa intensidade desgovernada, 
Incontrolável,
Este Diogo, 
Lamenta a vida desperdiçada, 
Irremediável. 
Todos os dias tento, 
Esvair o amor que por ti sinto, 
Ou essa ideia de amor, 
Que invento...
No dia seguinte, 
Acordo de coração cheio, 
Vibrante de novo, 
Mas sem ter ouvinte.
Brotam desejos e promessas
Vêm sorrisos, lágrimas e paladares
Praias, pratos e travessas, 
Tu na mota a acelarares. 
E são tantas as memórias,
Lindas e doridas, 
Oxalá estejas com as satisfatórias, 
Eu cá lambo ainda as feridas.