Melodia para dores de amor

Isso foi escrito em algum momento da minha vida e foi reencontrado, perdido, nos meus rabiscos. O melhor de tudo é que amar de verdade é mto mais do que o que acreditamos ser. Reposicionar as coisas, reescrever sentidos e descobrir diferentes formas de atuar dentro de uma história é o que dá sentido para a existência e torna tudo mais leve e com mais significado. Não precisamos dizer adeus para quem nos é importante. Devemos nos despir do nosso egoísmo, das nossas carências e das nossas cobranças inúteis e só assim conseguir enxergar o outro como ele realmente é, com suas inseguranças, necessidades e todo o conjunto que o torna tão humano. Publico a poesia de forma fiel ao que escrevi, mas hoje, tempos após, percebo que nunca amei sozinha. Eu simplesmente não tinha a maturidade para aceitar o amor que me era ofertado


Eu amei sozinha
Não me arrependo, não
Amar é vida
não rasa
E meu amor é raro,
Libertário, 
intenso, poderoso,
curador, único 
Mas não suficiente 
Nem mesmo eficiente 
Pra salvar a nossa história 
...
Eu amei sozinha
Agora é tempo de seguir,
nada para, nada espera
As mãos do tempo me abraçam 
e apressam
"faça sua hora
não há onde voltar"
...
Não quero estar no palco,
protagonizar angústia e dor, 
essa história não é mais minha,
me despeço dessa agonia,
sou atriz canastrona 
atuando nas defensivas da vida 
Com um nó na garganta 
faço as malas
recolho meu amor,
pequeno pra você, eu sei,
mas do tamanho do meu ser
...
Vou viver
...
Eu amei sozinha
(Tola que sou!
Deixo as lembranças 
no rastro da minha existência 
e nas linhas deste poema)

2024

15 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.