Poemas e Poesias
O Diário de um Defunto. Escrevo e descrevo... que sinto tanta falta da minha vida. Pois no meu enterro estou todo colorido; com rosas de papel em azul e vermelho. Continuo escrevendo, neste presente da vida que levei: -Bebendo por demais. -Xingando por demais. -Falando palavras muitos duras contra meus antepassados. -Caindo pelas vielas desta cidade vomitando palavras nas catedrais. -Este é o lamento ; pois também não gosto de rosas coloridas . -E Sim de flores dos campos, pois será lá que serei velado. Escrevo e descrevo... que sinto falta da maldita cachaça. que meus amigos antigos estão bebendo minha morte neste momento. Somente me alegra o mamoeiro: que está dando seus primeiros frutos todos bem docinhos. E continuam a beber o morto por inteiro. E isto é o fim de meu enterro. Ouvindo os cantares bem altos dos Bem-te-vis. Ademir o poeta.
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