Poemas e Poesias

A COBRA CORAL. Serpenteio meu corpo como uma cobra... a procura de um ninho para por os ovos. Não encontrando lugar para tal intento , vou serpenteando pela terra toda molhada... minha marca de aflição. Serpenteio meu corpo como uma cobra... pois ainda não encontrei o ninho para minha desova, que tenha a devida condição. Notei que estava perto de um mar tão grande... que nunca tinha tal coisa visto. De imediato serpenteei pelas areias e abri um profundo buraco. e lá com tranquilidade o tapei com meu rabo. Fiquei ali durante vários dias... até chegar a hora de o parto começar , senti fortes dores e os coloquei para o mundo . Por dez semanas os protegi até que as cascas começaram a eclodir. Todos eram bem pequeninos , e por mais uma semana fiquei ali...eles aprenderam a viver sozinhos . Bem então vi que estava tudo bem; os deixei , e a natureza me fez para bem longe partir. Assim é a natureza para com os rastejantes , que estão quando grandes: sua vida seguir. Ademir o poeta.

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