Silêncio
No início, não percebemos.
A distância vai aumentando milimetricamente.
Quando nos damos conta,
Há um abismo quilométrico.
Os olhares não se encontram mais,
A distância os impede de ver um ao outro;
A voz pode até chegar aos ouvidos,
mas não penetra no coração.
A distância impede o toque, o sentir.
Já não se abraçam mais,
Não se acariciam;
O silêncio está entre os dois,
aumentando ainda mais o abismo.
A última vez que se despediram foi sem um beijo.
E se o outro não voltasse? Como ficaria?
Ficaria a lembrança de como tudo começou.
E ficaria a pergunta que não saberia responder:
Quando começamos a nos afastar?
O silêncio é a resposta.
Silêncio devido ao abismo.
Silêncio, por você não estar mais aqui.
Muitas vezes decidimos recomeçar.
Mas, a cada recomeço, a energia era menor.
A vida se esvaindo, dando seus últimos suspiros.
Não desisti, pois ainda acredito que vale a pena.
Porém não há mais o mesmo encanto,
a mesma paciência, o mesmo olhar...
Pois a distância cria um abismo e
fica cada vez mais difícil sentir, olhar, beijar, abraçar.
O Amor não morreu, mas está sufocando.
O silêncio o tem estrangulado, aprisionado,
Torturado este sentimento tão bonito.
Quero viver a alegria do amor agora,
quero cumplicidade hoje,
quero companheirismo neste instante.
Que nossos olhares voltem a se cruzar,
pois podemos construir uma ponte
usando materiais nobres:
AMOR, RESPEITO, COMUNICAÇÃO, CUMPLICIDADE.
Só depende de nós.
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