Escritas

Tomel

Pedro Costa Lima
Tomel que pula e toca
aqui desce e revolta
todo que ama, volta
ali cresce a amora
Tomel é o agora!

Tomel hoje não volta
nem que exista o agora
tudo que vive se corta
tempo está de moca 
vento oscilante afoga.

Amora, amora, amora!
"solte minha carne aqui
não vou olhar para traz
pois quero prosseguir"
pobre é a doce amora
amada que está morta.

Amarei aquele que é este
o que este lhe deu graça
que te deu o mundo breve
e fez pedras virarem árvores
que viu tu como se vê mares.

Amora! te soltarei!
nada mal te farei
apesar de todos 
ouvirem os estalos 
eu não gosto disso
me solte amora.


29 de março de 2024
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