Ecos do silêncio

Entre os escombros da vida, ecoa o silêncio,
Um vazio ensurdecedor que me assombra.
Palavras não ditas, sentimentos reprimidos,
Num mundo que parece tragar a própria alma.

Nas ruas movimentadas, há um estranho paradoxo,
Onde multidões se perdem na solidão profunda.
As vozes são abafadas pelo ruído do cotidiano,
E os ecos do silêncio refletem a essência e o profano.

Os olhares vazios em rostos desconhecidos,
Como máscaras ocultando desejos inconfessáveis.
Somos meras sombras transitando no abismo,
À procura de conexões verdadeiras e indescritíveis.

Na era da comunicação instantânea e superficial,
Perdemos o significado genuíno das palavras faladas.
As mensagens digitais substituem toques sinceros,
E os ecos do silêncio revelam a falta de intimidade.

Mas no âmago desse silêncio ensurdecedor,
Encontro uma força inesperada que resiste.
A voz interior clama por autenticidade e profundidade,
Transformando os ecos do silêncio em poesia persistente.

Então ergo minha voz nas asas dos versos selvagens,
Rompendo o véu do conformismo estabelecido.
Que meu poema ecoe pela eternidade adiante,
Despertando almas surdas para o poder dos sons calados.

Pois nos ecos do silêncio reside uma magia secreta
Que transcende barreiras impostas pela sociedade.
É onde encontramos nossa voz mais autêntica
E transformamos as linhas tristes em luz e liberdade.

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