Morcelódia Noturna

Sob o manto noturno, entre estrelas brilhantes,
Deslizam por céus de tenebrosa melodia.
Morcegos, criaturas das noites radiantes,
Encantam-me com sua dança sombria.

Suas asas negras cortam o ar feito cetim,
Um ballet silencioso em meio à escuridão.
Eles desafiam a noite e voam até o confim,
Em um ritmo único e cheio de paixão.

Oh, morcegos, mensageiros da meia-noite!
Com olhos vivos e atentos aos segredos ocultos.
Vocês encarnam a beleza do enigmático rito,
Símbolos eternos dos góticos mais indultos.

Entre os corcéis celestes que cruzam o espaço,
Os morcegos revelam um fascínio ancestral.
Uma presença sublime em seu voo audaz,
Transcendendo barreiras num balé sobrenatural.

Com sua elegância enigmática e singular,
Os morcegos cativaram minha alma inquieta.
Como seres alados da noite sem parar:
Inspiradores de uma poesia negra e completa.

Que seus voos noturnos inspirem meu coração,
A buscar nas sombras a verdadeira emoção.
Pois nos morcegos encontro vida na escuridão,
Envolto nesse madrigal dedicado à sua imortal canção


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