ANTIGAMENTE

Antigamente eu estava parado, inerte à beira de uma estrada
Por onde transitava o mundo num fluxo incessante 
De formas desafiadoras e vagas.
Foi, então, que tu me tomaste pela mão, ó Senhor, 
E me fizeste andar no caminho verdadeiro, 
Caminho que conduz, afinal, à maior e mais importante cidade.

Fizeste-me andar, guiaste os meus passos, 
Deste-me instrução falando aos meus ouvidos.
Desde então tu tens saciado a minha sede e alimentado a minha vida, 
Ensinando-me tudo o que preciso saber.
À minha frente abriste, ainda, os teus cofres, 
Expondo tesouros infinitos de incalculável valor.

Nada me falta, Senhor, pois tu és o Pastor a me guiar 
Aos pastos verdejantes e às águas cristalinas;
Nada me faltará, pois és tu que despertas em mim o querer, 
E em mim operas, pelo teu infinito poder, o realizar.

Ensinas-me tudo o que necessito aprender — à um estalar dos teus dedos 
Logo se apresentam os meus professores, e, quando ordenas, 
Imediatamente aparecem os instrumentos onde posso praticar.
O teu desejo é fazer de mim um homem completo, 
Para que eu te sirva com a plenitude do meu ser.

Dou graças à tua bondade, que sempre se segue à tua misericórdia;
Elevo a minha voz para exaltar o teu cuidado, o qual dispensas 
A todos os que de ti se aproximam.
Obrigado, Senhor, tu que despertas os que de há muito estavam mortos, 
E fazes andar os que já nasceram inválidos.
Só em ti há sentido e plenitude para a vida dos homens, 
Somente tu tens a resposta para todos os nossos questionamentos.

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