Poemas e Poesias.

" A Pedra / O nada "

Depois desse poema escrito
a duas mãos... voces podem me
esqueçer; pois as palavras brotam
a qualquer hora do dia , da noite e
de uma linda madrugada.

Antes eu queria ser um cão que
uivava como um lobo... para ficar
sempre sózinho nos campos !! onde
minha alcatéia não se encontrava.

Certa tarde desta cidade , ao qual eu
moro... me vi solitário e sai andando quase
despercebido ; pois aos domingos as ruas
são desabitadas , sem perceber fui sem
querer me deparando com o nada.

O nada meus caros é uma pedra no qual
escalei e me sentei: uivando outra vêz
como um cão/lobo : e chorando amargamente
eu soluçava e berrava, estou a querer me
matar...ninguem vai fazer nada!!

E me levantava e sentava ; triplicando minha
vontade de pular no mar de águas bravas.

 E me contorcia , lamentava minha falta de coragem
 e tristimente voltava minha cabeça para o nada.

 Meu corpo já não resistia ao movimento das
 enormes ondas: que batiam na pedra e se espatifava.

 Fiquei tonto de tanto contar as ondas que me batiam
 e batiam com águas enormes : salgadas .

 E me deitei nesta muralha que o mar enfrentava...
 com coragem ; adormeçi até de madrugada.

 Acordei com gosto amargo de uma cachaça que
 tinha bebido : com uma dor de cabeça dos diabos
 que me acompanhava... e acabei deçendo do nada
 que agora estava quente como fornalha.

 Outra vêz me senti solitário: não senti mais nada,
 voltando para casa onde moro despercebido eu
 sorria para o diabo : que sorria para mim dizendo!!
 por que eu não saltara do nada.

 Ademir o poeta.

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