Coração em Duelo

Na encruzilhada do coração, ela se encontra, Entre duas almas que a puxam e a despedaçam. Uma, como um vendaval impiedoso, a fere, Deixa cicatrizes profundas, lágrimas na pele.

Essa alma é um campo minado de emoções, Um relacionamento tumultuado, cheio de ilusões. Ela se agarra à esperança, teimosamente, Que essa alma possa mudar, que o amor seja suficiente.

Mas a outra alma, oh, essa é a curadora, Um raio de sol após a tempestade escura. Com mãos gentis, ela enxuga as lágrimas, Traz sorrisos, conforto, renovação nas asas.

Ela oferece a promessa de um futuro mais brilhante, Mas a primeira alma ainda a mantém cativa, constante. A esperança é um fio tênue que ela segura, Mesmo sabendo que a mudança é uma miragem, uma loucura.

E assim, ela dança entre essas duas realidades, Como uma folha ao vento, presa em dualidades. A alma ferida e a alma curadora, um conflito eterno, Ela anseia por liberdade, mas o coração é teimoso, fraterno.


No silêncio das noites, ela sussurra seus desejos, Para que a alma que a fere possa finalmente ser outro. Mas as estrelas não respondem, o destino permanece mudo, E ela continua a amar, a lutar, a se perder nesse mundo.

L.
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