Escritas

Relatos do fundo do poço

Enide Santos

O fundo doburaco ,

não é o fim detudo .

Vi sto por outro ângulo ,

percebido deoutra forma.

 

Há paredes escorregadias,

Transmitem toda tristeza,

da perca dos dias.

 

É tão profundo o fundo.

Há olhares apagados.

Vidas sem (re) ação.

 

Braços que se movem sem motivos.

E do fundo, de onde se pode ouvir,

Os risos de quem longe está dali.

 

Difícil subir...

Áspera e dura escalada

Limos de indecência.

Lodos de demência.

 

Escombros caem sobre meus ombros

Cicatrizes nas paredes lamacentas.

Ai então, se percebe,

quanto “se” tem aqui.

 

A lonjura do fimé ficar no fim

ou batalhar parair até o fim

de chegar aocomeço .

 

Enide Santos 05/05/14

455 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.