Escritas

Um jovem guarda do portão

josué Toledo Zawadzki
Estou com medo;  
Meu dever é proteger essa porta;  
Ninguém pode passar sem a autorização;  
O castelo está iluminado;

Sua luz brilha para todos verem;  
É a festa do meu Senhor;  
Mas onde não há luz;  
Lá há gritos;

Choro;  
Angústia e o ranger dos dentes;  
Ouço vozes com raiva na escuridão;  
Gritos de lamentos;

Sofrimento;  
Eles não podem entrar;  
Não foram convidados;  
Meu Senhor não os conhece;

Suas vozes são altas;  
Tenho medo de me afastar da luz;  
E me perder nas trevas;  
Sei que só tenho que retornar ao castelo;

A fonte de luz mais brilhante;  
Mas tenho medo de não conseguir;  
Ouvi que a escuridão é onde estão os traidores;  
Eles que rejeitaram meu senhor;

Longe da luz eles podem me atacar;  
Me prender;  
Nunca mais poderia voltar;  
Não sozinho;

Meu Senhor pode me buscar;  
E por isso devo me manter na luz;  
Longe deles;  
À vista;

Para que meu Senhor;  
Sempre possa ver meu rosto;  
Me conhecer;  
Ó meu senhor;

Não sou um estranho;  
Sou ser servo;  
Ass,  
Um jovem guarda do portão.