Dança comigo?
Adma Reis Sauma
Dança comigo nessa vida estreita, esquece do declĂnio do mundo e se perde comigo. Eu sei que tudo vem sendo testado, que hĂĄ muitas perguntas e hĂĄ ainda mais pessoas esperando por respostas, respostas essas que sĂŁo tĂŁo escassas agora. EntĂŁo nessa tarde terrosa esqueça que existi mais alĂ©m desse pequeno limbo de paz, dança comigo?
Recentemente tudo se apresenta muito barulhento ao nosso redor, mas posso te blindar com uma sinfonia, e nĂŁo se engane, foi vocĂȘ que me apresentou a ela. Me deixa te causar aquele arrepio e desencadear teu sorriso, nĂŁo Ă© fĂĄcil resistir numa selva onde tudo ruge ao seu redor, vem dançar comigo?
Deve saber que foram suas conversas que me salvaram do chĂŁo frio nas madrugadas, que foram suas piadas sem graça que roubaram o lugar dos pensamentos intrusivos, e o seu mundo novo tĂŁo conectado aos meus sonhos que me mantiveram longe do ĂĄlgido do cotidiano. Depois de tornar minha vida tĂŁo luminescente quanto uma supernova, poderia dançar comigo?Â
Eu poderia assistir o nascer do sol todo dia agora que ele se tingiu por um castanho dourado tĂŁo Ășnico. Aquele vento fraco das manhĂŁs, que gela a pele e traz um perfume tĂŁo sensivelmente acolhedor, agora se faz tangĂvel e preenche minhas mĂŁos com um sorriso tĂmido no canto do rosto. EntĂŁo nesse inĂcio de madrugada, se apoie em meu corpo e te mostrarei como Ă© possĂvel desacelera seu mundo, ouça a melodia se aproximando e deixe-me te conduzir suavemente pela grosseria das ruas vazias, quer dançar comigo?
Paris se torna uma farsa sem os acordes certos, sem os vinhos bons, sem os abraços apertados, sem a matança da saudade dos amantes, sem vocĂȘ. E quando me perguntam onde escrevi as mais fidedignas cartas de amor, apontarei para a calçada daquela esquina, mas quando me perguntarem quando elas fizeram sentido, apontarei para vocĂȘ. Nessa noite estrelada, abusada de esperança e de fugas da realidade, velando toques, repleta de significados alĂ©m do que o homem consegue encontrar palavras para explicar, eu quero dançar com vocĂȘ.
Recentemente tudo se apresenta muito barulhento ao nosso redor, mas posso te blindar com uma sinfonia, e nĂŁo se engane, foi vocĂȘ que me apresentou a ela. Me deixa te causar aquele arrepio e desencadear teu sorriso, nĂŁo Ă© fĂĄcil resistir numa selva onde tudo ruge ao seu redor, vem dançar comigo?
Deve saber que foram suas conversas que me salvaram do chĂŁo frio nas madrugadas, que foram suas piadas sem graça que roubaram o lugar dos pensamentos intrusivos, e o seu mundo novo tĂŁo conectado aos meus sonhos que me mantiveram longe do ĂĄlgido do cotidiano. Depois de tornar minha vida tĂŁo luminescente quanto uma supernova, poderia dançar comigo?Â
Eu poderia assistir o nascer do sol todo dia agora que ele se tingiu por um castanho dourado tĂŁo Ășnico. Aquele vento fraco das manhĂŁs, que gela a pele e traz um perfume tĂŁo sensivelmente acolhedor, agora se faz tangĂvel e preenche minhas mĂŁos com um sorriso tĂmido no canto do rosto. EntĂŁo nesse inĂcio de madrugada, se apoie em meu corpo e te mostrarei como Ă© possĂvel desacelera seu mundo, ouça a melodia se aproximando e deixe-me te conduzir suavemente pela grosseria das ruas vazias, quer dançar comigo?
Paris se torna uma farsa sem os acordes certos, sem os vinhos bons, sem os abraços apertados, sem a matança da saudade dos amantes, sem vocĂȘ. E quando me perguntam onde escrevi as mais fidedignas cartas de amor, apontarei para a calçada daquela esquina, mas quando me perguntarem quando elas fizeram sentido, apontarei para vocĂȘ. Nessa noite estrelada, abusada de esperança e de fugas da realidade, velando toques, repleta de significados alĂ©m do que o homem consegue encontrar palavras para explicar, eu quero dançar com vocĂȘ.
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