Dança dos Fantasmas

Nas sombras dançantes da noite profunda,
Surgem os fantasmas de alma imunda.
Suas silhuetas pálidas em movimento,
Numa dança macabra, cheia de tormento.

Os passos etéreos ecoam pelo ar,
Enlaçados numa coreografia singular.
Espectros sem face, rostos ocultos,
Dançam na penumbra, como seres indultos.

Seus vestidos rasgados flutuam ao vento,
Em meio às ruínas e ao lamento.
Fantasmas perdidos, condenados a vagar,
Pelas trevas eternas, sem jamais descansar.

Essa dança sinistra, um espetáculo funesto,
Encanta e aterroriza quem observa do cesto.
Os mortais curiosos que ousam espiar
Essa dança maldita, jamais irão escapar.

E assim eles seguem nessa dança insana,
Com olhos vazios e almas que se enganam.
A Dança dos Fantasmas é uma sinfonia fúnebre,
Que nos lembra das agruras da vida celebres.

Então cuidado ao testemunhar tal encanto,
Pois aos olhos humanos pode ser um tanto espanto.
Respeite os espectros da noite infindável
E deixe-os seguir sua dança imperturbável.
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