Palavras Nuas
Efigenia Coutinho
Palavras Nuas
Efigênia Coutinho
Quem sonha acorda, discorda
Vem frase de língua a falar...
Soltas ao vento, em horda.
Neuma dentro do sonho,
O balancim com andor a vagar...
Imagens dum tempo bisonho.
Ritmo limiar com intenção,
Que as portas de palavras a olvidar.
Sejam abertas com precisão.
Breve pausa sem fachada,
Somente vai o tempo enganar.
Pois ele não tem retomada.
Há ventos ruidosos nos ares,
Revirando tempos a passar...
Não faz vincos similares.
É o tempo duma palavra nua,
Entre dois corpos a sina lavrar...
A vida que em mil cores continua.
Balneário Camboriú
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