Escritas

Fruto

Helder Duarte
Meu amor de algum dia que já passou,

Foste o único amor que meu ser amou.

Estás na minha mente e nos momentos,

de alguma inquietação, e de tormentos.

 

Lembro o passado, que eu já não tenho,

mas que fica a recordação, eu isso mantenho.

As vezes lembro o passado, para consolar,

Esta alma que agora não tem nenhum amar.

 

Foste linda e corajosa até ao meu lado,

conseguires estar, apesar do meu ser tolo.

E de muita asneira minha, na minha doença.

 

Mas entre nós ficou o fruto do nosso a amor,

o nosso filho, que eu amo muito, com vigor.

Tu és a sempre amiga, que meu ser não dispensa!