DOS POEMAS DE AMOR
Paulo Sérgio Rosseto
Eu tenho medo dos poemas de amor
São arroubos recolhidos por fantasmas em devaneios
Que afinal traduzem tanta realidade pelos versos
Que terminam perniciosos às verdades dos amantes
Estuporam o sabor dos beijos
Detalham a intensidade dos sonhos no suor das mãos
Reconduzem antes à obviedade os desejos
Insinuam que dentro do efêmero até mora a eternidade
Definitivamente eu não os leio
Apenas transcrevo desarranjos que me assopram
Esses endemoniados anjos
São arroubos recolhidos por fantasmas em devaneios
Que afinal traduzem tanta realidade pelos versos
Que terminam perniciosos às verdades dos amantes
Estuporam o sabor dos beijos
Detalham a intensidade dos sonhos no suor das mãos
Reconduzem antes à obviedade os desejos
Insinuam que dentro do efêmero até mora a eternidade
Definitivamente eu não os leio
Apenas transcrevo desarranjos que me assopram
Esses endemoniados anjos
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