ESMERO
Paulo Sérgio Rosseto
Esse tempo de anseios e espera
Parece cera enquanto aquece
Derrete-se consome fenece
No entorno do pavio que encandeia
Bem no cerne da vela
E aos olhos faça cores
E tudo se ilumine acenda
E transforme a luz em prece
Na labuta abrupta que respira terra
Olha a pele
Envelopa a carne que também envelhece
Aos poucos o corpo dilacera e em nada se parece
Com a imagem bela de outrora
Porque o que há de mais nítido é justamente o agora
E embora esperamos no futuro o claro evidente
A vida é toda essa obra que renasce presente
Em cada aurora
Aprende a escolher
No escuro as dúvidas
Do opaco as expectativas
No breu espantos
Da penumbra os espasmos
Para aclarar os rumos e domar tua fera
Nestas noites de lua tão intensa sobre as águas
Quem é pedra como eu sonha o dia
Assim a vida menos entristece
Parece cera enquanto aquece
Derrete-se consome fenece
No entorno do pavio que encandeia
Bem no cerne da vela
E aos olhos faça cores
E tudo se ilumine acenda
E transforme a luz em prece
Na labuta abrupta que respira terra
Olha a pele
Envelopa a carne que também envelhece
Aos poucos o corpo dilacera e em nada se parece
Com a imagem bela de outrora
Porque o que há de mais nítido é justamente o agora
E embora esperamos no futuro o claro evidente
A vida é toda essa obra que renasce presente
Em cada aurora
Aprende a escolher
No escuro as dúvidas
Do opaco as expectativas
No breu espantos
Da penumbra os espasmos
Para aclarar os rumos e domar tua fera
Nestas noites de lua tão intensa sobre as águas
Quem é pedra como eu sonha o dia
Assim a vida menos entristece
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