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Bah,
Como eu te amo.
Como tenho saudades tuas.
De te tocar,
Te cheirar,
De ver o teu sorriso.
De fazer amor contigo.
Era bem capaz, de trocar,
Seja qual for o tempo que me reste
Por um dia inteiro contigo
Simples,
Livre,
Banal,
Completamente ordinário.
Um abraço longo no sofá
E uma sesta.
E o descanso eterno.
Está bom para mim.
Ah, como te invejo
Que imagino
Que não seja uma janela de pop up na tua mente
Como tu és na minha cabeça
Diariamente
Dezenamente
Obstinadamente.
Tenho uma memória boa demais
Lembro dos detalhes
Dos momentos
Fotográficos,
Mas também do que senti
Da intensidade que sorri
Do que vivi
Quero apagar tudo,
Sem esquecer nada.
Desejo substití,
Pela regra que instituí,
De tentar não lembrar de ti.
Mas o alzheimer não funciona a pedido
E continuo a pressionar a mesma tecla
Over and over again
"Onde foi,
Onde foi que te perdi."
Falo e grito daqui,
E não me ouves.
Anseio por um sinal que não virá,
Enquanto me atesto
Que estou cada mais adaptado...
Mas cada dia manifesto,
Periclitantes desejos que não contesto,
Por manifesta incompetência, o que será...
Num sopro,
Num segundo.
Sinto me tão só,
Vai qualquer inteligência,
Sou nada,
Somos nada.
Oh.
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