Escritas

em ramos de cinza e vento

maria azenha

entraram no meu sonho ramos de cinzas e vento

em pequenas canções de  infantes  e vagabundos 

 

toda a noite os martelos da lua  choveram 

males  para o  centro  do quadrado  em que ardemos

 

  um vulto de criança com uma  gazela  ao peito

que se perdeu  em  nós entre flores  e fendas

 

e  quis alumiá-los  com a luz da água da noite

na sombra lilás  de um rei  que foi  morto

 

meus olhos vêm um círculo azul  de tristeza incandescente

um enforcado no silêncio com uma colher de azeite

na boca 

 

 

 

maria azenha

( 2013-02-11)