A noite vermelha

Não conseguimos mais esconder.
A represa de vontades explodiu numa noite manchada.
Manchada com a cor do sangue, da luxúria, da tentação.
Nós pecamos novamente, subestimando o que tínhamos em mente.
Era forte, era vivido, era mútuo.
O vermelho era tentação.
Mas o amarelo era vergonha, o azul era arrependimento, e o negro era...
Medo.
Medo de dar um passo maior que a perna.
Medo de não ter mais volta.
Medo... De não ter mais medo.
Usaram-se até o azul gritar aos ouvidos.
O azul como um mar de culpas arrastando dois náufragos solitários.
Desculpas foram muitas e as promessas foram seladas.
Uma noite para ser esquecida, mas ao mesmo tempo eternizada em forma de poesia.
Todas as cores se misturaram e dessa mistura surgiu o branco.
O branco da paz, da neutralidade.
Uma noite para ser esquecida.
Uma noite para ser vivida.
Uma noite para ser... Uma noite.
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