Escritas

A Caneta

Valdir Gomes
Da sua ponta escorre a tinta. 
De sua tinta faz mistério... 
E o que escreve parece tão sério 
Que não existem dúvidas que minta 

Se as palavras que transcreve 
São sinceras e latentes 
Não pode ferir tanta gente 
Que sonha, labuta, se atreve. 

Porém, não tem vida própria; 
Não pensa, não anda, nem atura 
Tampouco compaixão e ternura 

Quem lhe manipula textos e torturas 
E a faz transmitir covardia 
Quem, senão, a mão que a segura! 
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