Negritude
Lavínia Mendes
Publicado na Revista Inversos, Volume 4, Número 11, Feira de Santana – BA, 2020.
A escuridão do meu passado
A negridão do meu corpo
O vermelho do sangue
O imprevisível da revolta
O desejo incontrolável pela liberdade
Sinto-me em devaneio
A minha emoção se dispersa
Toda minha carne treme
Numa paixão vibrante
Por todo preto que há em mim
As raízes cobriram minha pele
Esvoaçaram meus cabelos crespos
Escureceram a minha mente
Encorajaram as minhas palavras
Impulsionaram o meu grito
Surpreendi-me!
Beijou-me a negritude
Doravante, enfureci-me
Tamanha ousadia...
Porém, não recusei
É o meu (re)descobrimento
Renasço pelas fissuras
Reencontro o meu Eu
(Falsa)Eternamente assassinado
Inteira, aceito o beijo.
A escuridão do meu passado
A negridão do meu corpo
O vermelho do sangue
O imprevisível da revolta
O desejo incontrolável pela liberdade
Sinto-me em devaneio
A minha emoção se dispersa
Toda minha carne treme
Numa paixão vibrante
Por todo preto que há em mim
As raízes cobriram minha pele
Esvoaçaram meus cabelos crespos
Escureceram a minha mente
Encorajaram as minhas palavras
Impulsionaram o meu grito
Surpreendi-me!
Beijou-me a negritude
Doravante, enfureci-me
Tamanha ousadia...
Porém, não recusei
É o meu (re)descobrimento
Renasço pelas fissuras
Reencontro o meu Eu
(Falsa)Eternamente assassinado
Inteira, aceito o beijo.
Comentários (2)
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Lavínia Mendes
2024-03-10
Seu comentário é uma bela poesia! Abraços, Lavínia.
ademir domingos zanotelli
2024-03-02
Bem minha cara poetisa Lavinia, tua negritude é bela e teus beijos serão sempre recebidos com os desejos de vários corpos em desvaneios. abraços<br />ademir.
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