NEVE
Paulo Sérgio Rosseto
Esse floco que leve flutua
Teima em não pousar sobre o monte igual toda neve
Reluta aquietar-se junto ao gelo concreto da rua
Prefere estar ao vento suave
Resvalar na vidraça bisbilhoteiro
Escorrer pelo vidro levemente
E desmanchar-se ao vê-la incandescente
Também a derreter-se
Igualmente úmida
Acesa sob os lençóis
Nua
- Quem seria?
Como queria ater-me
Aos sinais da poesia!
Teima em não pousar sobre o monte igual toda neve
Reluta aquietar-se junto ao gelo concreto da rua
Prefere estar ao vento suave
Resvalar na vidraça bisbilhoteiro
Escorrer pelo vidro levemente
E desmanchar-se ao vê-la incandescente
Também a derreter-se
Igualmente úmida
Acesa sob os lençóis
Nua
- Quem seria?
Como queria ater-me
Aos sinais da poesia!
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