POEMA PARA UMA PASSAGEM DE ANO COM FINAL FELIZ
ANTÓNIO DE MIRANDA
Lembro-me de certos dias,
De um sonho sem retorno,
De alguns passos desviados,
e Da matança integral
Dos fracassos com doses de naftalina.
Da aparição púdica do homem barata,
e Da alfabetização
Da ejaculação colectiva.
Dos buracos ocasionais
Da estrada Da glória,
De alguns erros De palmatória que não pude escusar,
De certas acções De castidade mal sucedidas,
De elogios frios como o mármore,
De favores perfeitamente dispensáveis,
De poucas curvas sem muita gravidade,
De aparições cósmicas sem serem convidadas,
De senilidades não vigiadas,
De carícias tímidas,
De poucas conversas envergonhadas,
De algumas urgências atrapalhadas,
De poucos convites para a deserção social.
Também me lembro Dos dias restantes.
Mas esses serão sempre pertença minha.
Permitam-me que me apresente:
sou um homem que em mim tem fé,
e, pelo qual nutro a simpatia suficiente.
,2017dez_aNTÓNIODEmIRANDA
De um sonho sem retorno,
De alguns passos desviados,
e Da matança integral
Dos fracassos com doses de naftalina.
Da aparição púdica do homem barata,
e Da alfabetização
Da ejaculação colectiva.
Dos buracos ocasionais
Da estrada Da glória,
De alguns erros De palmatória que não pude escusar,
De certas acções De castidade mal sucedidas,
De elogios frios como o mármore,
De favores perfeitamente dispensáveis,
De poucas curvas sem muita gravidade,
De aparições cósmicas sem serem convidadas,
De senilidades não vigiadas,
De carícias tímidas,
De poucas conversas envergonhadas,
De algumas urgências atrapalhadas,
De poucos convites para a deserção social.
Também me lembro Dos dias restantes.
Mas esses serão sempre pertença minha.
Permitam-me que me apresente:
sou um homem que em mim tem fé,
e, pelo qual nutro a simpatia suficiente.
,2017dez_aNTÓNIODEmIRANDA
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