Escritas

Latejante

Dhiogo José Caetano

 Em meio à complexidade de um casarão a simplicidade do meu ser.

Uma dor flamejante consome o meu corpo.

Algo vibra, queima dentro das minhas vísceras.

Por que tanto dor?

É insuportável, delirante, devastador...

Por amor a arte, terei que sofrer padecer e morrer.  

Só queria viver!

Nos corredores do vasto casarão, o meu corpo perambula.

No rosto a expressão sofrida, amarga e destruída pela ação do tempo.

Estou vivenciando o fluxo das coisas eternas.

Tudo passa...

 Tudo se esvai...

Não adianta mais chorar, nem se esconder.

É latejante, aquela dor me leva aos prantos.

Por que tanta dor?

Chega!

Prefiro morrer...

Não suporto a lentidão da morte que sorrateiramente preenche os corredores obscuros do vasto casarão.

Não quero nada além da morte...

O fim é a melhor opção.

Em lágrimas, prantos, dores a minha vida se esvai.

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