O passar do tempo
marimenezes
Tantas coisas a serem ditas, impressionante que nenhuma palavra é capaz de sair da minha boca e quando sai, fica sufocante.
Sempre acreditei no amor, a típica história da menina que foi criada com os contos de fada mais bonitos, os filmes da Disney, onde tudo era possível, onde todos os sonhos se realizavam, onde as princesas eram salvas pelos príncipes e tinham um final feliz.
Ao longo da vida, mesmo que com apenas 16 anos, podemos ver que não é bem assim que funciona. Nem todas as histórias terminam bem e nem tudo é mágico como nos fazem acreditar desde sempre. E se não é verdade, porque nos ensinam dessa forma?
A ilusão, algo fascinante e ao mesmo tempo repugnante.
Começamos com a ingenuidade, terminamos aprendendo a duvidar de tudo. O início é lindo, o final, a o final… nem tanto.
Me sinto na dúvida, as situações que vivemos, mesmo sendo consideradas cruéis, são benéficas para aprendermos? Ou será, que apenas idealizamos isso para que em uma próxima vez, possamos ter uma camada grossa para nos proteger?
A dúvida. Cruel, seca e até mesmo ultrajante. Paciente? Nunca, jamais.
O passado nos ensina, mas também nos aprisiona, nos tira de todos os nossos princípios mais consistentes e claros. Mesmo que por alguns segundos consigamos relembra-los, seu valor não se torna mais o mesmo. O peso do presente com o medo do futuro, faz com que tudo se apague aos poucos, até não restar mais nada.
A fraqueza, o ponto fraco do ser humano. Seria o amor? Faz sentido, afinal, por qual outra razão eu estaria chorando agora?
Os filmes, as histórias, os antigos, sempre nos ensinam que o amor serve de âncora, não uma âncora ruim, daquelas que nos afunda, mas uma âncora que nos mantém com a alma de criança, ao menos uma parte, uma parte linda e pura, na qual tudo se torna mais colorido e mágico. A sensação que estamos em uma busca incessante para encontrar.
A esperança, ela nos conforta. Faz com que o presente se torne menos duro, faz com que tenhamos um propósito, até porque com a falta de motivos, de que servem os sonhos?
O perdão. Duro, rígido e as vezes impossível, mas será que o para sempre é verdade ou muito tempo para acreditar?
Momentos, sentimentos, sensações, passamos por tudo isso. A cada dia acumulamos mais um pouco, mas o espaço é limitado ou não? Será que alguma hora vai transbordar? Ou será que vão nos suportar até o fim?
Intensidade. Com certeza uma sensação repleta de interpretações, todas são certas ou algumas são erradas? Como eu poderia dizer isso? Afinal, quem é o esplêndido que define essas coisas? Refutável.
No começo podemos ser muito intensos, mas parece que a intensidade é como uma chama, se não for abastecida, ela se apaga.
Já fui muito intensa, não digo que ainda não sou, até porque ainda me considero uma daquelas pessoas que sonha, que sente, que ama, que vive, que se entrega. Mas não como antes, antes tudo era branco, agora já tem uma parte pintada e mesmo pintado, não posso dizer que está colorido.
Me mostraram o pior e continuam querendo que eu devolva e retribua com o melhor.
Sempre acreditei no amor, a típica história da menina que foi criada com os contos de fada mais bonitos, os filmes da Disney, onde tudo era possível, onde todos os sonhos se realizavam, onde as princesas eram salvas pelos príncipes e tinham um final feliz.
Ao longo da vida, mesmo que com apenas 16 anos, podemos ver que não é bem assim que funciona. Nem todas as histórias terminam bem e nem tudo é mágico como nos fazem acreditar desde sempre. E se não é verdade, porque nos ensinam dessa forma?
A ilusão, algo fascinante e ao mesmo tempo repugnante.
Começamos com a ingenuidade, terminamos aprendendo a duvidar de tudo. O início é lindo, o final, a o final… nem tanto.
Me sinto na dúvida, as situações que vivemos, mesmo sendo consideradas cruéis, são benéficas para aprendermos? Ou será, que apenas idealizamos isso para que em uma próxima vez, possamos ter uma camada grossa para nos proteger?
A dúvida. Cruel, seca e até mesmo ultrajante. Paciente? Nunca, jamais.
O passado nos ensina, mas também nos aprisiona, nos tira de todos os nossos princípios mais consistentes e claros. Mesmo que por alguns segundos consigamos relembra-los, seu valor não se torna mais o mesmo. O peso do presente com o medo do futuro, faz com que tudo se apague aos poucos, até não restar mais nada.
A fraqueza, o ponto fraco do ser humano. Seria o amor? Faz sentido, afinal, por qual outra razão eu estaria chorando agora?
Os filmes, as histórias, os antigos, sempre nos ensinam que o amor serve de âncora, não uma âncora ruim, daquelas que nos afunda, mas uma âncora que nos mantém com a alma de criança, ao menos uma parte, uma parte linda e pura, na qual tudo se torna mais colorido e mágico. A sensação que estamos em uma busca incessante para encontrar.
A esperança, ela nos conforta. Faz com que o presente se torne menos duro, faz com que tenhamos um propósito, até porque com a falta de motivos, de que servem os sonhos?
O perdão. Duro, rígido e as vezes impossível, mas será que o para sempre é verdade ou muito tempo para acreditar?
Momentos, sentimentos, sensações, passamos por tudo isso. A cada dia acumulamos mais um pouco, mas o espaço é limitado ou não? Será que alguma hora vai transbordar? Ou será que vão nos suportar até o fim?
Intensidade. Com certeza uma sensação repleta de interpretações, todas são certas ou algumas são erradas? Como eu poderia dizer isso? Afinal, quem é o esplêndido que define essas coisas? Refutável.
No começo podemos ser muito intensos, mas parece que a intensidade é como uma chama, se não for abastecida, ela se apaga.
Já fui muito intensa, não digo que ainda não sou, até porque ainda me considero uma daquelas pessoas que sonha, que sente, que ama, que vive, que se entrega. Mas não como antes, antes tudo era branco, agora já tem uma parte pintada e mesmo pintado, não posso dizer que está colorido.
Me mostraram o pior e continuam querendo que eu devolva e retribua com o melhor.
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