HORIZONTE

Ali onde o horizonte se mostra ao olhar
A estrada se contorce. 
Amanhã, onde estaremos? 
Certamente haverá sol ou chuva.
Seja como for, estarei contente 
E tocarei minha flauta.

E quando o aguilhão do tempo se fizer sentir
Na carne murcha, a morte virá
Com pés precípites buscar a roupa velha
Que lhe pertence.

A morte e o verme estão a serviço da terra
Que deseja construir cristais e montanhas de calcário,
Sobre as quais The Roaring Winds passeiem 
E um sol nasça ou se ponha.
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