Aquilo que se quer sentir nem sempre é o que se sente
Thaís Brito
Aquilo que se quer sentir nem sempre é o que se sente
Aquilo que se quer sentir nem sempre é o que se sente
Delírios, Fantasias, o porquê de tudo isto,
É um desejo iminente da alma ser prudente aos sete mares
Não é Megalomania, não é doença, não é neurose
As papilas gustativas denotam em cada seu pico sensível
Do qual reconhecem o gosto, a especiaria certa
Que a exalta, que a descontrola, que a torna felina
Que pune com a acção da digestão mecânica
E para quê falar de Biologia nesta altura
Pois porque aquilo que se quer sentir nem sempre é o que se sente
Hah? Exactamente, aquilo que sentes, aquilo que eu sinto
Não passa de um processo biológico, ao mesmo tempo relacionado com o lado espiritual da vida
Imagina quando saboreias um prato de comida que veneras
O Prazer que sentes
Desfruta, desfruta esse pensamento
Imagina o teu corpo rodeado desse sentimento
Voracidade, sensualidade é o que tu sentes
Não passa tudo de um processo biológico
É como Sexo? Talvez, não confundas sensações sensoriais, com sensações Meramente gustativas, mas numa coisa tens razão são parecidas
Ambas dão prazer
Mas como vês aquilo que se quer sentir nem sempre é o que se sente
Aquilo que queres sentir é Desejo, Alegria,
Mas no fundo sentes prazer
E por favor não me chames ninfomaníaca
Pois não sou, sou apenas amante de um sentimento impudor
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