Escritas

Saudade

Thaís Brito
Saudade

Saudade! Que sentimento 
Que perdura com o passar do tempo 
Que nâo morre 
Que nâo se ausenta

Quando pensava eu que os teus lábios 
Tivessem cruzado os meus 
Tu fugiste, eu fugi 
O medo de sentir , o medo de tocar, enfim!!!

Nem quero recordar, no frémito das nossas almas 
Amor casto, martirizado por nós 
Que não sabemos lidar com a fusão do nosso corpo 
E com a conexão das nossas almas

Parece ilusão, parece um sonho
Sou demagoga com teu encanto
Sou pálida e frívola sem tua presença 

Aí que saudade de te olhar e ver correspondência
Seja na troca de olhares, seja no silêncio 
De nossas cordas vocais, onde se manifesta
O grito mais voraz, mais poderoso
Daquela imagem que podia ser agora o nosso rosto