TEMPORADA DAS FLORES
Antônio Sérgio De Oliveira Gonçalves
Na temporada das flores,
Queria eu,ter asas
E colher para ti,
As flores inacessíveis
Que Florescem nos lugares
Mais íngremes e inóspitos que existem.
Queria as flores raras.
As mais raras.
Desconhecidas até mesmo dos botânicos.
As flores sem nomes.
Queria asas
E buscá-las
Para ti,
Que também é rara.
Mas não sou anjo e nem pássaro.
Estou muito aquém disso;
De tornar-me um ser alado.
Sou, antes, um vagabundo.
Ou pouco mais que isso.
Portanto,
Deixemos em paz,
As flores raras e sem nomes.
Na temporada das flores,
Te darei flores simples e comuns,
Dessas que nascem em qualquer lugar.
Sei que ficarás feliz.
Então,
Mesmo que não possa voar,
Poderei andar assim;
Leve,
Como se nas costas,
Asas tivesse.
Antônio Gonçalves
Queria eu,ter asas
E colher para ti,
As flores inacessíveis
Que Florescem nos lugares
Mais íngremes e inóspitos que existem.
Queria as flores raras.
As mais raras.
Desconhecidas até mesmo dos botânicos.
As flores sem nomes.
Queria asas
E buscá-las
Para ti,
Que também é rara.
Mas não sou anjo e nem pássaro.
Estou muito aquém disso;
De tornar-me um ser alado.
Sou, antes, um vagabundo.
Ou pouco mais que isso.
Portanto,
Deixemos em paz,
As flores raras e sem nomes.
Na temporada das flores,
Te darei flores simples e comuns,
Dessas que nascem em qualquer lugar.
Sei que ficarás feliz.
Então,
Mesmo que não possa voar,
Poderei andar assim;
Leve,
Como se nas costas,
Asas tivesse.
Antônio Gonçalves
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