Escritas

Sensualidade Iminente a Unanimidade

Thaís Brito
 Sensualidade Iminente a Unanimidade 

Esperar está a ser cada vez mais difícil 
Mais angustiante 
Mais frívolo para a minha alma 
Não há nenhum comprimido que seja epulótico
A dor é veemente e morosa 
Não há como desabrochar a rosa , a minha pelicular sensualidade
Pois com tua inexistência esta considera-se morta

O que me resta são as imagens mentais 
A imaginação é que me conduz , é que me excita 
Leva-me a lugares que desconheço e me dá desejos prazerosos 
Dos quais tenho receio que nunca se convertam em sensações reais 
Arrepiantes , Ardentes , de me por num estado de exacerbante loucura 
Dos quais tenho receio que nunca os chegue a saborear plenamente sobre meu ventre

A sede voluptuosa de fusão física de minha tenra idade 
Não é concerteza uma mera reação biológica passageira
É o reflexo da vontade de ver o pudor consumido 
A inibição longe da minha vista 
A plenitude em tudo o que me circunda 

Esperar porém é uma virtude  e um sinal de castidade 
Porém comove-te com o meu pecado 
Vem comigo neste sonho deleite 
Neste sinal de Liberdade 
Só não é pecado , se o que sentimos for verdadeiro
E não pode haver pecado que o destrua , nem mesmo por unanimidade
Flagício sobre meu rosto e sobre meu corpo 
Há uma natureza de redoma  a ser explorada
Insana de mim que sou assim 
De volúpia voraz e de ôntica unívoca.