O cântico da Alma Piedosa: Um diálogo poético com o Pai Celestial.
Alessandro Moraes
Pai, eis me aqui,
Sou teu filho, escutai-me!
Embora conheças os detalhes desta obra,
Sua composição quero entoar.
Recordar-lhe os versos da antiga melodia;
Trazer-lhe por escrito as notas esquecidas;
Nos ferrolhos em jazidas,
A semente quer germinar.
Com o punhal da vivência,
Extrai as lágrimas da soberba,
Experimentei o sulco da ignomínia,
E entendi a minha miséria.
Mas a quem os méritos se daria?
Não vejo bondade em mim,
Somente aquela que de vós recebo.
Reverencio-te Ó Pai,
Pois guiara-me nos vales do tormento;
Irradiante, abriu as comportas,
E me trouxeste vossa luz sob o meu desespero.
Lembra-te do lamaçal em que me encontrara?
Ah! Em que estado lastimável eu estava!
Mas não olhastes as vestes que me cobriam,
Foi ao meu coração, que seus olhos se deteram.
E as lágrimas que tocaram o solo,
Lavaram-me de toda sujeira;
Alvura, minhas vestes ficaram,
Sem os tons escuros que á cobriam.
Agora prostro-me diante de Vós,
Ouço-te Ó eterna Sabedoria,
Confiando-te a minha existência.
Em silêncio saboreio de vossos manjares,
E enriqueço-me de tal formosura,
Extraído da vossa Presença.
A resposta Divina:
Meu filho, que alegria ouvir tua voz,
Teu coração é um poema de amor.
Teu amor é um hino de louvor,
A esperança pintada em uma oração.
Ah que doce harmonia tu me trazes!
A melodia desenhada em uma canção.
Seus versos são bálsamo,
Perfume inconfundível,
Que embriagam-me de admiração;
Sua poesia não está nas palavras,
Mas estampada em seu coração.
Sim, alma querida!
Recordo-me do estado em que a encontrei;
Estavas irreconhecível,
Não eras o painel que pintei.
Sozinha andavas, buscando harmonia,
Desamparada, eu a abracei.
Alegro-me em saber,
Que trocara a falsa liberdade,
Pela eterna comunhão;
Que deixara os seus deleites,
E servira-se do cálice da Salvação.
Ah! E no desabrochar da tua vida eu consegui contemplar,
Os mistérios ocultos da minha paixão.
Mesmo que na carne não tenhas feridas,
Sinto-as ardendo em meu coração.
Quero que saibas, ó pequenina,
Que a vossa dor não me é esquecida.
Continuamente, uno-me ao teu choro,
Visto-me das suas dores,
E ofereço-me a receber os terríveis flagelos.
Em sua face, que brilhe o sorriso,
Que seu sofrer seja de agradável odor,
Pois assumo as consequências dos seus erros,
Entrego-te a liberdade, para que venhas ao meu encontro.
Muito embora, já tenha-lhe apreço,
Ainda está sujeita a encontrar o abismo,
Não temas os perigos que te acercam,
Mas aqueles que te dominam.
Vede no alto do monte,
No madeiro romano pendido,
Nele encontrarás o fim da jornada,
Mas também o amanhecer do infinito.
Sou teu filho, escutai-me!
Embora conheças os detalhes desta obra,
Sua composição quero entoar.
Recordar-lhe os versos da antiga melodia;
Trazer-lhe por escrito as notas esquecidas;
Nos ferrolhos em jazidas,
A semente quer germinar.
Com o punhal da vivência,
Extrai as lágrimas da soberba,
Experimentei o sulco da ignomínia,
E entendi a minha miséria.
Mas a quem os méritos se daria?
Não vejo bondade em mim,
Somente aquela que de vós recebo.
Reverencio-te Ó Pai,
Pois guiara-me nos vales do tormento;
Irradiante, abriu as comportas,
E me trouxeste vossa luz sob o meu desespero.
Lembra-te do lamaçal em que me encontrara?
Ah! Em que estado lastimável eu estava!
Mas não olhastes as vestes que me cobriam,
Foi ao meu coração, que seus olhos se deteram.
E as lágrimas que tocaram o solo,
Lavaram-me de toda sujeira;
Alvura, minhas vestes ficaram,
Sem os tons escuros que á cobriam.
Agora prostro-me diante de Vós,
Ouço-te Ó eterna Sabedoria,
Confiando-te a minha existência.
Em silêncio saboreio de vossos manjares,
E enriqueço-me de tal formosura,
Extraído da vossa Presença.
A resposta Divina:
Meu filho, que alegria ouvir tua voz,
Teu coração é um poema de amor.
Teu amor é um hino de louvor,
A esperança pintada em uma oração.
Ah que doce harmonia tu me trazes!
A melodia desenhada em uma canção.
Seus versos são bálsamo,
Perfume inconfundível,
Que embriagam-me de admiração;
Sua poesia não está nas palavras,
Mas estampada em seu coração.
Sim, alma querida!
Recordo-me do estado em que a encontrei;
Estavas irreconhecível,
Não eras o painel que pintei.
Sozinha andavas, buscando harmonia,
Desamparada, eu a abracei.
Alegro-me em saber,
Que trocara a falsa liberdade,
Pela eterna comunhão;
Que deixara os seus deleites,
E servira-se do cálice da Salvação.
Ah! E no desabrochar da tua vida eu consegui contemplar,
Os mistérios ocultos da minha paixão.
Mesmo que na carne não tenhas feridas,
Sinto-as ardendo em meu coração.
Quero que saibas, ó pequenina,
Que a vossa dor não me é esquecida.
Continuamente, uno-me ao teu choro,
Visto-me das suas dores,
E ofereço-me a receber os terríveis flagelos.
Em sua face, que brilhe o sorriso,
Que seu sofrer seja de agradável odor,
Pois assumo as consequências dos seus erros,
Entrego-te a liberdade, para que venhas ao meu encontro.
Muito embora, já tenha-lhe apreço,
Ainda está sujeita a encontrar o abismo,
Não temas os perigos que te acercam,
Mas aqueles que te dominam.
Vede no alto do monte,
No madeiro romano pendido,
Nele encontrarás o fim da jornada,
Mas também o amanhecer do infinito.
Português
English
Español