DOCES
Paulo Sérgio Rosseto
Os expressos repousam
Envoltos em aroma e chamas
À espera das bocas
As espumas esfumaçam
E os sentidos despertam
Íntimos encantamentos
Aquele líquido inquieto
Reflete aveludado
Revolve-se nas xícaras e se completa
Os dedos colam nas asas das louças
E as lançam aos lábios
Entre risos e falas
Do amargo nasce o doce nas línguas
Como se equilibrasse a flor
Uma por uma das suas pétalas
Cada um em sua xícara:
Nos suaves gestos da moça
Sorvem raros os versos do poeta
Envoltos em aroma e chamas
À espera das bocas
As espumas esfumaçam
E os sentidos despertam
Íntimos encantamentos
Aquele líquido inquieto
Reflete aveludado
Revolve-se nas xícaras e se completa
Os dedos colam nas asas das louças
E as lançam aos lábios
Entre risos e falas
Do amargo nasce o doce nas línguas
Como se equilibrasse a flor
Uma por uma das suas pétalas
Cada um em sua xícara:
Nos suaves gestos da moça
Sorvem raros os versos do poeta
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