Escritas

Liberdade

natalyps
Quando saio de casa, em busca de horizontes,
Sinto o asfalto conspirar, voraz, em devorar-me.
O céu, indomável, desaba sobre minha mente,
E as pessoas, cruéis, miram armas, prontas para atirar.

Minha visão obscurece, tênue luz em desvanecer,
Enquanto meu corpo padece, em dores a estremecer.
Respiro areia, grãos de angústia, 
Como dói, como fere, sem trégua.

Anseio desbravar o vasto mundo que se estende,
Mas minha mente me assusta, sufoca, entorpece.
As sombras nas esquinas sussurram medo e tormento,
E a esperança, minguante, parece perder seu alento.

Porém, ergo o olhar, faço-me valente, audaz,
Pois em meio ao temor, em mim brota a resiliência capaz.
Ainda que o asfalto queira me tragar sem piedade,
Há uma força interior que almeja a liberdade.

Desbravarei meu caminho, enfrentando o que vier,
Transcendendo fronteiras, sem permitir-me enfraquecer.

E assim, romperei as amarras que me acorrentam,
Alçarei voo, desafiando o que os olhos não enxergam.
Pois dentro de mim reside um mundo a explorar,
E mesmo assustada, o temor não irá me dominar.