Cruzando o luar da noite


Cruzando o luar da noite a solidão emerge num breu felino e imarcescível
Imperecível, imutável e insensível a escuridão fenece serena e impreterível
Nos céus a lamparina do tempo reacende-se até se embebedar num afago inesquecível

Ao cruzar o luar da noite cada sussurro expurga uma palavra apaixonante e incorruptível
No lagar dos silêncios flutua um compêndio de murmúrios sinópticos eletrizantes e indescritíveis
Entranham-se no culto mais lânguido e etéreo de um deslumbrante e prolixo uivo imperceptível

Frederico de Castro
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