Terremotos

Nas profundezas da Terra, uma força desperta,

Um rugido subterrâneo que abala a certeza.

Os terremotos, dançarinos da instabilidade,

Sacodem o solo, desafiando a estabilidade.

 

A crosta terrestre treme em convulsões,

Como um coração agitado em suas pulsações.

Placas colidem, liberando energia acumulada,

Um espetáculo violento, na dança desenfreada.

 

A Terra se contorce em ondas de choque,

Edifícios balançam, enquanto a natureza invoca.

As ruas se partem, como rachaduras profundas,

Ecos do subterrâneo, ecoando em todas as veredas.

 

Os terremotos trazem medo e destruição,

Mas também mostram a força da transformação.

Novas paisagens se formam, montanhas emergem,

Ciclos da Terra, que o tempo não deterge.

 

No caos sísmico, a humanidade se une,

Com solidariedade e coragem que não se esquivam.

Reconstruindo laços, erguendo-se do abalo,

Enfrentando os desafios, juntos, passo a passo.

 

Terremotos nos lembram da fragilidade humana,

E da grandiosidade da mãe Terra soberana.

Uma dança cósmica entre forças em conflito,

Nosso respeito e compreensão é um imperativo.

 

Que possamos aprender com os terremotos,

A valorizar a vida e seus preciosos momentos.

E, com humildade, reconhecer nossa posição,

Em um planeta vivo, em constante transformação.
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