Manhã esquecida


Nesta manhã esquecida embrenha-se uma brisa asfixiada, quase inebriada
Apunhala o silêncio que se desmembra e fenece numa acaricia arrepiada
Serpenteia a luz que entre neblinas anestesiadas, eclipsa-se numa palavra extasiada

O tempo algoz vadia pelas caleiras da solidão docemente incrustada numa hora saciada
Invade as penumbras da memória onde mora a saudade tão delirante…tão seviciada
Onde se cerze um murmúrio desvendado e embalsamado numa gargalhada ali barricada

Frederico de Castro
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