Escritas

estrela de vénus

Faye Carneiro
num céu passado fiquei à beira-mar
envolto por um vento delirante
tapei os ouvidos de âmbar
e procurei o horizonte para o agarrar 

a estrela de vénus descia
em direção ao mar
abria a boca e saltava pra a minha:
que pena que cresceste 
que pena que não me compreendeste