Escritas

Âmbar

Faye Carneiro
que ricos olhos de ar
ricos olhos para mirar 
viajou nau de morro
onde vivia o mar 

doces olhos de âmbar
doces olhos para amar
pena que em mim se afoga
aquele feito para nadar 

lentos olhos de luar
lentos olhos para queimar
para ti não há leito
e para mim não há pomar