Assalto verbal
AurelioAquino
o poema,
verbo em punho,
assalta o poeta
em pleno sono
a noite
falsa testemunha
decreta o dia
nos olhos insones
as palavras
em sonolento mutirão
decretam passeatas
pelo coração
verbo em punho,
assalta o poeta
em pleno sono
a noite
falsa testemunha
decreta o dia
nos olhos insones
as palavras
em sonolento mutirão
decretam passeatas
pelo coração
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