Perdidos na Irrelevância
Paulo Jorge LG
Perdidos ao acordar estremunhados,
Na irrelevância quântica suspirada,
Que navega em mares afogados,
Arriados da essência imaculada.
Perdidos no frio do fim do caminho,
Tão longo tortuoso e demorado,
Que tentamos almejar em vão,
Em longos anos isentos de carinho,
Ignorando quando estar acabado,
Ansiosos por lhes darem a mão.
Perdidos na magnitude do tropel,
Em que vagueamos desligados,
Todos os dias em demandada,
Esquecidos do nosso papel,
Dos dias límpidos perfumados,
Da alegria nunca encontrada.
Lx, 31-7-2013
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