Veia Poética
Alguém entra no banheiro
Com o intestino preso
E o coração aceso.
O poeta é assim:
Está sempre afim!...
E com lápis e papel
Povoa todo o céu...
Porém não ganha dinheiro,
Vive quase sempre teso,
Mas, o coração aceso.
Vivendo assim ao léu
Pode ir pro beleléu.
Sentado no vaso,
Fazendo da vida
Grande pouco caso,
Pessoa vivida,
Com muito respeito,
Diz coisas sem jeito...
E se acha poeta
Na sala secreta;
E não se receia
De ter outra veia:
A veia poética...
Assim ascética,
Com o intestino preso
E o coração aceso,
Diz coisas de amor
Quem foi fazer "cocô"...
Posso ser arcaico,
Mas acho prosaico
Um alguém versejar
Quando foi só "cagar".
paulinfantem
Com o intestino preso
E o coração aceso.
O poeta é assim:
Está sempre afim!...
E com lápis e papel
Povoa todo o céu...
Porém não ganha dinheiro,
Vive quase sempre teso,
Mas, o coração aceso.
Vivendo assim ao léu
Pode ir pro beleléu.
Sentado no vaso,
Fazendo da vida
Grande pouco caso,
Pessoa vivida,
Com muito respeito,
Diz coisas sem jeito...
E se acha poeta
Na sala secreta;
E não se receia
De ter outra veia:
A veia poética...
Assim ascética,
Com o intestino preso
E o coração aceso,
Diz coisas de amor
Quem foi fazer "cocô"...
Posso ser arcaico,
Mas acho prosaico
Um alguém versejar
Quando foi só "cagar".
paulinfantem
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