A.Outra
terezaduzai
Os meus problemas não são como os problemas de alguéns os quais eu sequer sei quem são, onde e como vivem;
Eles não têm as mesmas origens das angústias sofridas por vidas sobre as quais eu não posso opinar, pois não as identificaria em multidão alguma, em deserto algum;
Eu não nasci em suas famílias, não cresci em seus lares, não convivi com seus parentes, amigos, conhecidos;
Eu não vivi ou sofri suas experiências, não dormi em suas camas, não comi em suas mesas, não acendi e apaguei as luzes de seus quartos, não ouvi bom dia, boa tarde, boa noite, adeus, até mais... de seus outros;
Eu não frequentei suas escolas, não me identifico com suas amizades, amores, desafetos ou colegas de transporte;
Eu nunca tive um lugar ao seu lado em suas mesas, não questionei acontecimentos de seus dias, não o contradisse, e estou certa sobre minha indiferença com relação as suas atitudes;
Minha mordida é única, meus cabelos sãos únicos, assim como meus dedos, minhas unhas, a cor da minha pele, dos meus olhos, das minhas roupas e maquiagens. E eu estou me referindo a homens e mulheres, tal como se definem.
Tudo em mim, tudo ao meu redor, em meu corpo, em meu cérebro, é meu! Tenho o meu jeito de olhar e de ignorar; de ver, fingir ausência ou me importar.
Eu não gosto de festas, não gosto de comemorações, de surpresas, de encontros ou reencontros casuais, de abraços longos, de conversas ocas, de concordar para não decepcionar;
Sinto uma infinidade de nojos, tantos nojos que nem conseguiria criar uma lista completa de meus nojos.
Eu não sou uma pessoa ruim, mas estou muito distante dos padrões de bondade determinados por maldosos disfarçados de bondosos.
Eu sou outra pessoa, outra mulher, outra mãe, outra filha, outra avó, outra tia, outra irmã, outra amiga, outra namorada, outra amante, outra esposa, outra outra.
Sim!
Muito prazer: Outra, ou A.Outra.
Eles não têm as mesmas origens das angústias sofridas por vidas sobre as quais eu não posso opinar, pois não as identificaria em multidão alguma, em deserto algum;
Eu não nasci em suas famílias, não cresci em seus lares, não convivi com seus parentes, amigos, conhecidos;
Eu não vivi ou sofri suas experiências, não dormi em suas camas, não comi em suas mesas, não acendi e apaguei as luzes de seus quartos, não ouvi bom dia, boa tarde, boa noite, adeus, até mais... de seus outros;
Eu não frequentei suas escolas, não me identifico com suas amizades, amores, desafetos ou colegas de transporte;
Eu nunca tive um lugar ao seu lado em suas mesas, não questionei acontecimentos de seus dias, não o contradisse, e estou certa sobre minha indiferença com relação as suas atitudes;
Minha mordida é única, meus cabelos sãos únicos, assim como meus dedos, minhas unhas, a cor da minha pele, dos meus olhos, das minhas roupas e maquiagens. E eu estou me referindo a homens e mulheres, tal como se definem.
Tudo em mim, tudo ao meu redor, em meu corpo, em meu cérebro, é meu! Tenho o meu jeito de olhar e de ignorar; de ver, fingir ausência ou me importar.
Eu não gosto de festas, não gosto de comemorações, de surpresas, de encontros ou reencontros casuais, de abraços longos, de conversas ocas, de concordar para não decepcionar;
Sinto uma infinidade de nojos, tantos nojos que nem conseguiria criar uma lista completa de meus nojos.
Eu não sou uma pessoa ruim, mas estou muito distante dos padrões de bondade determinados por maldosos disfarçados de bondosos.
Eu sou outra pessoa, outra mulher, outra mãe, outra filha, outra avó, outra tia, outra irmã, outra amiga, outra namorada, outra amante, outra esposa, outra outra.
Sim!
Muito prazer: Outra, ou A.Outra.
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