Escritas

Esquiço do silêncio

Frederico de Castro

Fiz o esquiço do silêncio desenhando em cada palavra a arquitetura
De uma fluorescência projetada num murmúrio voraz e opulento
Degluti sem reticências o tempo regurgitado por cada segundo bafiento

No redil das palavras apascenta-se a manhã abarrotada de poéticos afagos sedentos
Decreta-se o estado de sítio a todos os lamentos uivando pelas frestas de um eco macilento
Além no infinito seduz-se o silêncio onde jaz aquele friorento aguaceiro tão, tão lamuriento

Frederico de Castro
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