Descumplicidades
Nunca antes assim me senti
A sede de viver é demasiada.
Terrores, desejos que me atormentam,
Amores maldosos,
Cansaços sem fim.
Hirto é meu coração
A vida é luz na escuridão.
Morrer, para nunca ressuscitar.
Acabar, para nunca recomeçar.
Nada faz sentido
Uma vida sem destino.
É negro o meu caminho
Longínqua a caminhada.
Algo me espera no final. Talvez...
Claro como água.
Ad eternum,
Somente tu...
Cristalino, puro
Anormalidades perfeitas.
Observações desnecessárias, bem sei.
Dálias, safiras, mundos a teus pés...
Elevadas minhas comparações, mas como poderiam não estar?
Ouço tudo, vejo nada, sinto demasiado.
Lento é o tempo
Impossivelmente lento.
Vivências que me desiludem
Este existir sem qualquer descanso.
Impulsos que não controlo
Ressuscitam minha dor.
Amar, viver, morrer.
Não.
Agora não.
Simplesmente, não.
Haverá terror realmente superável?
Amar-te completamente, temer-te eternamente.
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