Escritas

O MEU PÔR DO SOL...

Frederico de Castro

No meu pôr do sol o poente desvanece dolorido grácil e extemporâneo
É a despedida nómada e vagabunda do tempo judiado ébrio e instantâneo
É o despencar de mil brisas perfumadas por um extenso sussurro tão cutâneo

No meu pôr do sol o tempo ajoelha-se junto à sinagoga das preces coniventes
Deixa nas entrelinhas da solidão tantas palavras corteses, poéticas e concludentes
Em calafrios energiza esta incontida e singela luminescência que fenece discretamente

Frederico de Castro
84 Visualizações

Comentários (0)

Iniciar sessão ToPostComment