Cristais
Belos cristais.
Belos castanhos cristais me olham,
Cristalinos punhais.
Que em beleza me trespassam,
Me matam.
Estranhos cristais, digo, punhais.
Que por fora pontiagudos,
Por dentro, penas, veludos.
Belos cristais,
Que em tanto ardor, nada buscais.
Cristais, quais dos que tenho visto,
Nenhum, que fosse algum dos tais,
Vi cristalinos mais que isto,
Mais que aqueles com que me olhais.
Ainda teus cristais,
De castanhos mil e um,
Terrenos, serenos,
Desprovidos de comum.
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